Decisão das famílias e novo destino dos restos mortais
De acordo com informações do colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, os familiares chegaram a um consenso para realizar a cremação e utilizar o material resultante como adubo no plantio simbólico de cinco árvores. A iniciativa será executada no BioParque Cemitério de Guarulhos, no mesmo município onde o grupo residia e onde ocorreu o velório, em março de 1996.
A exumação ocorre quase 30 anos após o acidente aéreo que vitimou os músicos e integrantes da equipe que os acompanhava, encerrando de forma abrupta uma das carreiras mais meteóricas da música brasileira.
A reportagem tentou contato com o cemitério, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.
Mamonas Assassinas foi fenômeno dos anos 1990
Os Mamonas Assassinas se consolidaram como um dos maiores sucessos da década de 1990 ao misturar rock, humor e irreverência. A banda ganhou projeção nacional com letras debochadas e refrões que rapidamente se tornaram populares, como em Brasília Amarela, Sabão Crá-Crá e Pelados em Santos.
O primeiro e único álbum, que levava o nome do grupo, foi lançado em junho de 1995. Em apenas oito meses, o disco alcançou a marca de 1,8 milhão de cópias vendidas. Ao todo, contabiliza 3 milhões de unidades comercializadas até hoje, configurando-se como o terceiro maior êxito comercial entre artistas nacionais em todos os tempos.
O sucesso acelerado levou o grupo a uma intensa agenda de apresentações em diversas regiões do país, ampliando a exposição midiática e consolidando o fenômeno cultural que representavam naquele momento.
Relembre acidente na Serra da Cantareira
No dia 2 de março de 1996, os músicos retornavam de um show em Brasília a bordo de um jatinho Learjet modelo 25D, prefixo PT-LSD, fretado pela banda. A aeronave caiu na Serra da Cantareira, na zona norte de São Paulo, durante uma tentativa de arremetida.


